Os 5 Sentidos

Dos cinco sentidos, a visão é aquele que mais usamos e que nos permite apreciar o mundo à nossa volta. Cerca de 80% das informações, sensações e emoções chegam-nos através dos olhos.

No entanto, o sistema visual é um fantástico e complexo aparelho, cujo funcionamento é pouco conhecido da maioria das pessoas.

Quando o olho não apresenta deficiências, a imagem dos objectos, próximos ou distantes, forma-se sobre a retina. O cristalino contrai-se em função das distâncias a fim de reproduzir uma imagem nítida: é o chamado poder de acomodação. Quando a imagem não se forma na retina, a visão é deturpada. É o que se chama uma ametropia, entre as quais pode ser: astigmatismo, hipermetropia, miopia ou prebiopia, que são geralmente compensadas através de lentes correctivas.

No astigmatismo, temos uma visão imperfeita, tanto ao longe como ao perto. Não temos a percepção nítida dos contrastes entre linhas horizontais, verticais e oblíquas. É normalmente a curvatura da córnea que está em causa, com uma forma mais ovalada que redonda.

O astigmatismo pode associar-se a outras anomalias visuais como a miopia, a hipermetropia ou a presbiopia.

Na hipermetropia, vemos mal ao longe e ao perto. Se conseguimos ver bem ao longe, será à custa de muito esforço e fadiga, pois o olho não é suficientemente potente. É, por assim dizer, “demasiado curto”: a imagem forma-se atrás da retina. Na criança, quando a hipermetropia é forte, apercebemo-nos bastante cedo desta deficiência, pois é muitas vezes acompanhada de estrabismo, que deve ser rapidamente corrigido.

Na miopia vemos mal ao longe, mas bem ao perto. A distância entre a córnea e a retina é grande demais. O olho é “demasiado longo” i a imagem forma-se antes da retina. Temos que franzir os olhos para ver com nitidez ao longe. A distância para uma visão nítida é tanto mais curta, quanto mais forte for a miopia.

A presbiopia ou “vista cansada”, é uma evolução natural da visão, que se manifesta em todas as pessoas a partir dos 40 anos.

O cristalino perde a elasticidade, encurva-se de forma insuficiente e perde a capacidade de acomodação, o que resulta numa crescente dificuldade em ver bem ao perto.

Neste caso, temos que esticar os braços para conseguir ler, para enfiar uma agulha ou aproximarmo-nos mais da luz.

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